
Nunca percebi o mal em praticar a arte da cultura brasileira (Capoeira).
Um entre vários problemas que encontrei, foi não me preocupar com o próximo.
Através dessa luta fiz amigos e na mesma proporção inimigos.
Fui feliz, mas a felicidade era fugaz, fui amigo e também inimigo.
Não tenho vergonha em expor isso, pois aprendi muito com essa parte da minha vida.
Tempo esse que tenho saudade das amizades verdadeiras, da intriga de roda.
Ai meu Deus faz tanto e esse tempo não volta mais.
Quando criança sempre era o ultimo a ser escolhido pra jogar bola, quando criança nunca fui importante pros meus colegas e agora na minha adolescência me lembrava de como era sofrer com o racismo na rua da minha casa e próximo ao natal outros meninos me perguntavam na sua casa o panetone é de banana? Isso hoje é racismo na época não era e o tempo foi passando e eu agora na minha juventude via esses que me descriminaram tempos mais tarde me aplaudirem na roda da capoeira.
Estive excluído socialmente e agora culturalmente me incluía novamente a um grupo sem preconceitos de cor, cor essa que um dia talvez me trouxesse vergonha e hoje remonta um orgulho em ouvir de pardos e brancos que eles queriam ter a minha cor.
Cor essa do bom jogar de futebol, cor essa do verdadeiro capoeirista, cor essa do escravo que com seu próprio sangue construiu o Brasil.
Sobre tudo isso escrevo para nunca mais me esquecer que um dia alguém acreditou em mim como pessoa e resolveu se destituir da sua gloria para me mostrar que é possível viver nesse mundo e vencer as adversidades.
SE É PRA DEIXAR REGISTRADO.. ENTÃO VOU DIZER TAMBEM...
ResponderExcluirQNDO EU ERA CRIANÇA FUI DISCRIMINADA POR SER GORDA E TER CABELO CACHEADO... HOJE SOU "MAGRA" E MEU CABELO CONTINUA CACHEADO, PORÉM TA MELHORZINHO KKKK... MUITOS Q ANTES ME VIRAM, HOJE ME VEEM E ME DÃO OS PARABENS POR ESTAR BONITA... TRATO-OS COM DELICADEZA, MAS NÃO QUERO SUAS COMPANHIAS .... PRONTO FALEI... KKKKKKKKK